terça-feira, 14 de janeiro de 2014

De caso com a arte


 
Diante da minha limitada condição humana,  mergulho no mais profundo silencio, na tentativa de compreender a ingratidão dos homens e o egoísmo em toda parte.

Posso ouvir sussurros de vozes aclamando discursos tão bonitos e recordar tão recentes atitudes opostas.

Fico a vagar no escuro da noite feito alma sem face. Me perco em ideias, busco respostas, clamo uma saída, mas escorrego na inércia de pouca esperança.

Soluço, grito.

Depois me ouço.

Ouço minha própria voz e percebo um querer bem  tão sincero quanto  querer de mãe. Acalmo-me.

A vida me sacode. Lamento tudo...

Enfim consigo retomar a minha lucidez.

E num novo instante, feito click de câmera fotográfica sou tomada por um desejo de total entrega .

Dou-me inteira já que não posso suportar o vazio da solidão

A vida se faz luz, sombra, cor...

Sou tomada pela vontade no novo, me descubro pintando, escrevendo, criando...

Me ponho em companhia de um bom vinho, um bom filme, boas histórias, descobertas. Suplico muito aprender e sentir.

Que eu  me emocione e que meus olhos possam rios escorregar .

Que a musica me embale,  a palavra me eleve e a fotografia me revele.

Sinto um brotar de asas. Anseio voar.

Encontro-me com  a arte.